Quando uma criança recebe diagnóstico de autismo, é comum que a família receba diferentes recomendações de acompanhamento. Entre elas pode estar a Terapia Ocupacional.
Mas afinal, o que faz um terapeuta ocupacional no autismo?
A resposta vai muito além de “trabalhar o sensorial”.
A Terapia Ocupacional infantil busca favorecer a participação da criança nas atividades que fazem parte da sua vida: brincar, alimentar-se, vestir-se, realizar cuidados pessoais, participar da escola, interagir, explorar ambientes e desenvolver maior autonomia nas atividades compatíveis com suas necessidades e momento do desenvolvimento.
O que a Terapia Ocupacional pode avaliar?
A avaliação depende das necessidades de cada criança e pode considerar diferentes aspectos relacionados ao desempenho e à participação, como:
- autonomia nas atividades de vida diária;
- brincar e participação social;
- habilidades motoras;
- coordenação e habilidades visuomotoras;
- práxis e planejamento motor;
- processamento e integração sensorial;
- participação na alimentação;
- desempenho em atividades escolares;
- regulação e organização para participação;
- impacto das dificuldades nas rotinas da criança e da família.
Isso significa que duas crianças com o mesmo diagnóstico de autismo podem apresentar necessidades completamente diferentes na Terapia Ocupacional.
Terapia Ocupacional no autismo é sempre Integração Sensorial?
Não.
Esse é um ponto importante.
A Integração Sensorial é uma área de atuação que pode fazer parte do processo terapêutico quando a avaliação identifica dificuldades relacionadas a esses componentes e existe indicação para essa abordagem.
Mas Terapia Ocupacional e Integração Sensorial não são sinônimos.
O terapeuta ocupacional precisa compreender quais fatores estão interferindo na participação da criança para então estabelecer objetivos e selecionar as estratégias de intervenção mais adequadas.
Como funciona a Terapia Ocupacional no Instituto Práxis?
No Instituto Práxis, buscamos evitar uma lógica de atendimento baseada simplesmente em oferecer atividades sensoriais para todas as crianças com autismo.
Nosso processo parte da avaliação, construção de hipóteses clínicas e definição de objetivos terapêuticos relacionados às necessidades funcionais da criança.
Quando existem questões de processamento e integração sensorial, elas são analisadas em conjunto com o impacto que apresentam na vida cotidiana.
Por exemplo: não queremos apenas saber se uma criança apresenta determinada resposta a uma textura. Queremos compreender se isso está interferindo em atividades como alimentação, higiene, vestir-se, brincar, frequentar determinados ambientes ou participar da rotina familiar.
Da mesma maneira, quando identificamos dificuldades relacionadas à práxis, coordenação, autonomia ou outras habilidades, buscamos relacioná-las às atividades que são significativas para aquela criança.
Além disso, quando necessário, o trabalho pode acontecer de maneira interdisciplinar com Fonoaudiologia, Psicologia e outras áreas da equipe.
E como são definidas as atividades da sessão?
Uma boa sessão de Terapia Ocupacional não deveria ser apenas uma sequência de brincadeiras escolhidas aleatoriamente.
Por trás de uma atividade aparentemente simples existe raciocínio clínico.
O terapeuta considera os objetivos definidos, as respostas da criança, o nível de desafio necessário, as habilidades envolvidas e as possibilidades de adaptação durante a própria sessão.
É por isso que o tratamento precisa ser individualizado.
Uma estratégia adequada para uma criança não necessariamente será adequada para outra.
Quando procurar Terapia Ocupacional?
A avaliação de Terapia Ocupacional pode ser considerada quando existem dificuldades que interferem na participação da criança em atividades importantes do cotidiano.
A família pode perceber dificuldades relacionadas à autonomia, alimentação, vestir-se, higiene, brincar, coordenação, participação escolar, organização de ações ou respostas sensoriais, entre outras situações.
A indicação deve considerar a necessidade individual da criança, e não apenas a existência de um diagnóstico.
Terapia Ocupacional infantil em Maringá
Se seu filho possui diagnóstico de autismo ou apresenta dificuldades funcionais que estão interferindo no cotidiano, uma avaliação de Terapia Ocupacional pode ajudar a compreender quais fatores estão relacionados a essas dificuldades e quais caminhos podem ser considerados.
O Instituto Práxis realiza avaliação e acompanhamento de Terapia Ocupacional infantil em Maringá, incluindo avaliação de aspectos relacionados à Integração Sensorial quando houver indicação.
Entre em contato com nossa equipe para saber mais sobre o processo de avaliação.