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Instituto Praxis

Toda criança recebe constantemente informações do próprio corpo e do ambiente.

Sons, movimentos, toque, posição do corpo, informações visuais, cheiros e sabores fazem parte das experiências do cotidiano. O sistema nervoso precisa receber, organizar e utilizar essas informações para produzir respostas que favoreçam a participação nas atividades.

É nesse contexto que falamos sobre Integração Sensorial.

Quando existem dificuldades nesse processamento, elas podem repercutir de diferentes maneiras no cotidiano da criança. Mas é importante compreender que não gostar de um barulho, buscar movimento ou evitar uma textura, isoladamente, não significa que a criança tenha uma disfunção de Integração Sensorial.

É necessária avaliação.

Quais comportamentos podem chamar a atenção?

Algumas famílias procuram avaliação porque percebem situações como:

  • incômodo intenso diante de determinados sons;
  • resistência importante a algumas roupas ou texturas;
  • dificuldade em atividades de higiene;
  • busca frequente por movimento;
  • insegurança em determinadas experiências de movimento;
  • dificuldades de coordenação e planejamento de ações;
  • dificuldades relacionadas à alimentação e às diferentes características sensoriais dos alimentos;
  • dificuldade para participar de determinadas brincadeiras;
  • respostas muito intensas ou pouco percebidas diante de algumas experiências sensoriais.

Esses exemplos não devem ser utilizados como um checklist diagnóstico.

A pergunta mais importante é:

como essas respostas aparecem, em quais contextos e de que maneira estão interferindo na participação da criança?

Integração Sensorial não é simplesmente “estimular os sentidos”

Esse é um dos maiores equívocos sobre o tema.

Oferecer balanço, massinha, piscina de bolinhas, diferentes texturas ou atividades de movimento não transforma automaticamente uma atividade em intervenção baseada em Integração Sensorial.

A escolha de uma experiência terapêutica precisa estar relacionada aos achados da avaliação, às hipóteses clínicas, aos objetivos estabelecidos e às respostas apresentadas pela criança durante a intervenção.

Por isso, atividade não substitui raciocínio clínico.

Como trabalhamos Integração Sensorial no Instituto Práxis?

No Instituto Práxis, a avaliação busca compreender não apenas qual comportamento sensorial aparece, mas o que pode estar relacionado a ele e principalmente qual é sua repercussão funcional.

Utilizamos informações da família, observação clínica e instrumentos de avaliação pertinentes ao caso para construir o raciocínio terapêutico.

A partir dos achados, buscamos estabelecer hipóteses e objetivos individualizados.

Isso significa que não existe uma “receita sensorial” igual para todas as crianças.

Uma criança que apresenta dificuldade durante o banho, outra que evita determinadas brincadeiras e uma terceira que encontra dificuldades para organizar movimentos podem precisar de investigações e objetivos completamente diferentes — mesmo que todas tenham chegado à clínica com a mesma queixa inicial de “questões sensoriais”.

Esse raciocínio entre avaliação → hipótese → impacto funcional → objetivo → intervenção é parte importante da forma como estruturamos nosso trabalho.

Integração Sensorial é somente para crianças autistas?

Não.

Crianças autistas podem apresentar diferenças relacionadas ao processamento sensorial, mas dificuldades nessa área não são exclusivas do autismo.

Da mesma maneira, apresentar uma resposta sensorial diferente não significa que uma criança tenha TEA.

Por isso, a avaliação deve partir das características e necessidades individuais da criança, e não da tentativa de associar automaticamente um comportamento a um diagnóstico.

Qual profissional trabalha com Integração Sensorial?

Quando falamos da abordagem de Integração Sensorial de Ayres aplicada no contexto terapêutico ocupacional, é importante buscar profissional com formação adequada para avaliação, raciocínio clínico e intervenção dentro de sua competência profissional.

Mais do que perguntar se a clínica possui balanços, equipamentos ou uma “sala sensorial”, a família pode perguntar:

  • Como meu filho será avaliado?
  • Como serão definidos os objetivos?
  • Como vocês relacionam as questões sensoriais às dificuldades que percebemos no cotidiano?

Essas perguntas ajudam a compreender melhor a proposta terapêutica.

Integração Sensorial em Maringá

Se você percebe que determinadas respostas sensoriais ou dificuldades de organização corporal estão interferindo na alimentação, higiene, brincar, autonomia, escola ou outras atividades do cotidiano do seu filho, uma avaliação de Terapia Ocupacional pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo.

O Instituto Práxis realiza avaliação e acompanhamento em Terapia Ocupacional e Integração Sensorial em Maringá.

Entre em contato com nossa equipe para saber como funciona a avaliação e conversar sobre as necessidades do seu filho.

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