“Meu filho ainda não fala. Devo me preocupar?”
Essa é uma dúvida muito comum entre famílias, principalmente quando começam as comparações com outras crianças da mesma idade. Algumas falam cedo, outras levam mais tempo para ampliar o vocabulário e combinar palavras. Mas existem situações em que esperar simplesmente “o tempo da criança” pode não ser a melhor escolha.
O desenvolvimento da fala e da linguagem acontece de maneira progressiva e envolve muito mais do que a quantidade de palavras que a criança consegue dizer. Para compreender como está esse desenvolvimento, também observamos como ela se comunica, compreende o que é dito, utiliza gestos, interage, brinca, imita, tenta transmitir suas necessidades e aprende novas formas de comunicação.
Quando vale procurar uma avaliação?
Alguns comportamentos podem indicar que é importante conversar com um profissional, como quando a família percebe que a criança:
- apresenta pouca evolução na comunicação ao longo do tempo;
- utiliza poucas palavras para sua faixa etária;
- tem dificuldade para combinar palavras e construir frases;
- parece compreender mais do que consegue expressar;
- apresenta dificuldade para imitar sons ou palavras;
- fala, mas é difícil de compreender;
- demonstra frustração frequente por não conseguir se comunicar;
- apresenta regressão ou perda de habilidades que já utilizava.
Esses sinais não determinam, isoladamente, um diagnóstico. Eles indicam que pode ser importante compreender melhor como a comunicação da criança está se desenvolvendo.
Atraso na fala não tem uma única causa
Uma criança pode apresentar dificuldade de comunicação por diferentes razões. Por isso, a avaliação não deve se limitar à pergunta “quantas palavras ela fala?”.
O fonoaudiólogo pode investigar diferentes componentes da comunicação e da fala, considerando aspectos como linguagem receptiva e expressiva, produção dos sons, inteligibilidade, habilidades motoras relacionadas à fala, interação e comunicação funcional.
Dependendo dos achados e das necessidades da criança, também pode ser importante uma avaliação interdisciplinar.
Como fazemos no Instituto Práxis?
No Instituto Práxis, não partimos de uma intervenção pronta simplesmente porque uma criança “fala pouco”.
A avaliação busca compreender como aquela criança se comunica, quais habilidades já possui, onde estão suas principais dificuldades e como isso repercute na participação dela em casa, na escola e em outros ambientes.
Quando necessário, o raciocínio pode envolver profissionais de diferentes áreas. Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, por exemplo, podem compartilhar objetivos quando aspectos motores, sensoriais, de práxis, regulação ou participação também fazem parte das dificuldades apresentadas pela criança.
Essa integração permite olhar para a criança de maneira mais ampla, sem reduzir sua comunicação a um único comportamento.
“Mas cada criança tem seu tempo…”
Sim, existem diferenças individuais no desenvolvimento.
O problema é quando essa frase é utilizada para adiar indefinidamente uma investigação mesmo diante de dificuldades percebidas pela família ou por outros contextos em que a criança participa.
Realizar uma avaliação não significa afirmar que existe um diagnóstico. Significa compreender melhor o desenvolvimento daquela criança e verificar se existe necessidade de acompanhamento, orientação ou intervenção.
Quando procurar um fonoaudiólogo infantil?
Se você percebe que seu filho apresenta dificuldades na fala, na linguagem ou na comunicação, uma avaliação fonoaudiológica pode ajudar a compreender o que está acontecendo.
Quanto mais clara for a compreensão sobre as habilidades e necessidades da criança, mais individualizadas podem ser as decisões sobre os próximos passos.
O Instituto Práxis realiza avaliação e acompanhamento fonoaudiológico infantil em Maringá.
Se você tem dúvidas sobre o desenvolvimento da fala ou da comunicação do seu filho, entre em contato com nossa equipe para saber mais sobre o processo de avaliação.